terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Vestígios

Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade.(Caio Fernando Abreu)


Sentada sozinha na mesa, de costas para as pessoas que estavam na festa, ela tentava se manter reservada. Pensava na vida, em acontecimentos anteriores e em alguns bem recentes. Quando se levantou para ir ao banheiro, analisou o ambiente, um pouco receosa e, como se algo buscasse seu olhar para um lugar iluminado, ela enxergou. Mais do que depressa ela continuou caminhando, mas, na hora de voltar para a mesa, a tensão havia dobrado. Ela jamais imaginou que pudesse encontrá-lo na mesma festa e, a última coisa que ela queria era vê-lo ou ouvi-lo novamente.

Agora que sua visão estava mais limitada, ela só queria saber de ir embora dali o mais depressa possível. Sentou-se à mesa mais uma vez e, pegando sua bolsa, logo se despediu das pessoas ao seu redor. Ela caminhava rápido, rápido demais para alcançar seu carro que se encontrava no estacionamento. E só tinha certeza de uma coisa: ela tinha que sair dali.

Ao se aproximar do carro, já tirando as chaves da bolsa, antes mesmo que ela pudesse levantar os olhos para comprovar, seu corpo reconheceu o perfume que vinha através da brisa. Era ele. Ela não precisaria nem mesmo olhar, pois, ela sabia que ele estava ali. Quando levantou o rosto, pôde ter a certeza, ele estava em pé, ao lado de seu carro, à sua espera. Nesse mesmo momento seu corpo esfriou, o estômago embrulhou, a respiração faltou e o coração disparou. Parada ali, em frente a ele, ela pôde ter a maior certeza de toda a sua vida: ainda restavam vestígios dele dentro de si.

(Rafaela Bucci)


segunda-feira, 27 de dezembro de 2010


"Os nossos sonhos e sustos sopram em nossos ouvidos quando menos esperamos."
(Lya Luft)

domingo, 19 de dezembro de 2010

"Não que eu quisesse,
mas as circunstâncias me modificam.
Me alteram,dependendo da forma que chegue à mim.
Não que eu seu seja intolerante,
mas tenho ponto fraco,tenho meu limite,tenho meu pudor.
Se esbarrarem nisso,explodo impiedosamente.
"Brincadeiras" comigo,tem tempo e dosagem certa.
Portanto só me ofereça aquilo que você tem de verdade.
Se não for,me deixe em meu canto.
Tenho uma mania terrível de me deixar levar,
mais também uma percepção tremenda de quem não vale apena.
Sou "adoçada" a sua maneira."

(Patty Vicensotti)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

“Em certo sentido as coisas tinham mudado. Nosso passado estava ali, mas nosso futuro estava em outro lugar. Nós dois sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, iríamos embora”.

"Era uma vez uma garota que eu conhecia e que morava em frente de casa. Cabelos castanhos, olhos castanhos. Quando ela sorria, eu sorria. Quando ela chorava, eu chorava. Tudo de importante que acontecia comigo, de alguma forma, tinha a ver com ela. Naquele dia, Winnie e eu prometemos que ficaríamos juntos para sempre, não importava o que acontecesse. Foi uma promessa cheia de paixão, de sinceridade e de sabedoria. Uma promessa que só poderia ser feita por corações muito jovens”.

(Série Anos Incríveis)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

"Vence quem passa por essa vida rindo. E se o preço que se paga por ser um pouco feliz é ser um pouco idiota, dane-se."

(Tati Bernardi)


domingo, 12 de dezembro de 2010

"Amo ou venero poucas pessoas. Por todo o resto, tenho vergonha de minha indiferença. Mas aqueles que amo, nada jamais conseguirá fazer com que eu deixe de amá-los, nem eu próprio e principalmente nem eles mesmos."

(Albert Camus)


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Jamais Desista...

"Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você. Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade. Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz…
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário
"

(Fernando Pessoa)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010


Você já parou pra pensar que tudo aquilo que você planejou uma vida inteira às vezes pode não acontecer? Que todos os planos que você tenha feito durante toda uma vida podem ir por água abaixo? E não porque tivesse algum motivo concreto, mas, porque simplesmente tudo tenha acabado!

Acabado de uma maneira que você mesma não saiba explicar. Quando você simplesmente começa a se dar conta... Tudo mudou! E você para e pensa: “Onde foi que tudo isso mudou? Como eu não enxerguei que as coisas possam ter tomado esse rumo? Em que momento eu deixei... isso fugir de mim?”.

Eu acreditava ser eterno o amor e toda forma de “eu te amo”. Assim, também, como todas as promessas e planejamentos que eu fazia deveriam ser.

Em meus pensamentos, sempre imaginei também que as pessoas tivessem apenas um amor em suas vidas e, não importasse o que acontecesse, isso jamais iria acabar.

Vai ver é por isso que as pessoas geralmente procuram alguém para se completar, para dar algum sentido em suas patéticas vidas que, não sei por que, não se bastam sozinhas.

Agora eu te pergunto: o que acontece quando você tem o que todos procuram, mas, isso não faz mais sentido para você?

(Rafaela Bucci)


“Aquela garota que já acertou mas também já errou muiitas vezes, aquela que já chorou por um garoto que não valia a pena, aquela que já riu quando não podia, aquela que já fez muitas loucuras e já falou muitas besteiras, aquela que tem rostinho de santinha mas não é tanto assim, apenas uma garota que vive sem medo de ser feliz!
Aquela que riu quando tinha que rir, que chorou quando tinha que chorar , que gritou quando tinha que gritar, aquela que brigou quando tinha que brigar, que amou quando tinha que amar, que cantou quando tinha que cantar, enfim, aquela que fez tudo que queria fazer sem medo do que os outros iriam pensar.

Dane-se os outros, o que importa é ser feliz!”

(One Tree Hill)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010


“Se não for hoje, um dia será. Algumas coisas, por mais impossíveis e malucas que pareçam, a gente sabe, bem no fundo, que foram feitas pra um dia dar certo.”

(Caio Fernando Abreu)


terça-feira, 16 de novembro de 2010

Laços de amizades


"Simples assim, amizades não devem ser amarradas por nós, precisam ser sustentadas através de laços.

Mas laços são frágeis, podem se desfazer a qualquer momento com um simples toque ou um rápido movimento.

Ao mesmo tempo sabemos que existem laços muito bem dados, com capricho, com carinho e que se tornam tão seguros que mais parecem nós. Mas não se parecem com nós que apertam, que prendem, que são impossíveis de se desfazer.

Amizade é algo que precisa de liberdade e ao mesmo tempo de segurança e um laço bem dado

pode ser desfeito a qualquer momento, mas pode também durar uma vida toda, basta ser muito bem cuidado.

De qualquer forma não podemos esquecer que certos nós também podem ser defeitos, aliás rapidamente desfeitos, algumas pessoas são especialistas nisso.

Digo tudo isso pensando em amizades que mais se parecem com obrigação e que vão se sustentando amarradas por nós enquanto o tempo vai esvaziando-as.

Um amigo verdadeiro não nos suga, não tripudia em cima de nós, não vive a mercê apenas dos seus próprios interesses, não exige, não impede o nosso direito de ir e vir.

Mas algumas amizades arrastam-se por aí amarradas por um nó, dependentes e em nome de um passado que se bem analisado não foi assim tão verídico.

A vida passa e com o tempo conseguimos enxergar determinadas coisas que anteriormente não era possível. O ser humano tem mesmo a fraqueza de colocar vendas nos olhos quando se encanta com alguém.

Não que amigos não possam ter defeitos, mas seus defeitos não podem ser direcionados a nós com o intuito de nos contrariar e prejudicar.

Já dizia o velho ditado - o tempo mostra quem é quem e ninguém é capaz de se disfarçar a vida toda em alguém que não é.

Crie laços com as pessoas que te fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida mas infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser.

Nó aperta, laço enfeita...simples assim."

(Silvana Duboc)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O que você faria?

O que você faria se Deus tivesse traçado outro plano para sua vida, e não seguido aquilo que você sempre imaginou?

O que você faria se Ele desse para você hoje, aquilo que justamente te sangra o coração?

O que você faria se a vida te desse uma rasteira e, Deus não fizesse nada para impedir?

O que você faria se o seu pior pesadelo tivesse acontecido e, Ele simplesmente tivesse de mãos atadas para, simplesmente, nada?

O que você faria se a pessoa que você mais ama e confia, tivesse traísse você?

O que você faria se você tivesse chamado por Deus e ele simplesmente não tivesse dado ouvidos?

O que você faria?

Quem é, de verdade, o verdadeiro culpado das nossas dores?

(Rafaela Bucci)


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quando era criança...

Quando era mais nova, tinha grandes sonhos. Sonhava alto, sem limites e acreditava em muitas coisas. Acreditava que as coisas viriam fáceis na vida, que as pessoas eram todas felizes, que todos eram amigos, que a noite durava apenas uma noite, que o amor não machucava, que amigo era aquele que me mostrava um sorriso, que um irmão era aquele que sempre estaria ali pra me ouvir, que meus pais seriam eternos...

Enfim, eu acreditava na vida!

Porém, quando cresci e me deparei com a realidade dura e fria, meus sonhos de menina foram jogados ao vento. Percebi, talvez da pior maneira, que nem tudo o que eu desejava viria fácil e, às vezes, era necessário lutar mais do que o necessário para alcançar um mísero sonho. Percebi que as pessoas estão tão preocupadas com seus pequenos problemas que se esquecem de sorrir e, muitas vezes desse modo, acabam destruindo um momento na vida de alguém. Percebi que nem todo mundo é amigo e, por mais que eu queira tentar entender, existem pessoas que simplesmente não agradamos e farão de tudo para nos prejudicar. Percebi que existem pessoas invejosas e, são essas as que mais irão sorrir para mim. Percebi que uma noite fria pode durar vários dias e, só quem vive isso, sabe a dificuldade que é de fazer Sol. Percebi que o amor, por mais belo que seja também machuca às vezes, mas, nos ensina muito. Percebi que amigo é aquele que não precisa me mostrar um sorriso, porque, o que ele me dá é algo muito maior. Percebi que um irmão nem sempre é tão meu amigo quanto desejaria, mas que para compensar isso, Deus coloca amigos que são verdadeiros irmãos na nossa vida. Percebi que meus pais – infelizmente - se vão um dia e não há nada que eu possa fazer para mudar isso...

Por mais difícil que seja acreditar em mudanças, ainda sonho alto e sem limites. Continuo com a mesma esperança de quando era criança e, ainda acredito que sonhos se tornam realidade. Talvez sejam os meus que ainda não estejam maduros para florescer. Mas, um dia eles irão. Eu tenho certeza.

(Rafaela Bucci)


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Despedida de um sonho


Depois de alguns dias pensando sobre o assunto, ela simplesmente se deu conta de qual atitude tomar. Não lhe seria fácil e, só de pensar sobre a situação, seu coração se enchia de mágoa e a frustração vinha acompanhada de lágrimas nos olhos. Ela tinha que tomar essa decisão, não havia outro modo. Ela teria que desistir, por ora, do seu grande sonho.
Por acaso existe frustração maior que a gente ter que desistir de um grande sonho? Quanto mais tentava entender, mais confusa ela ficava. E não adiantava adiar, isso precisava ser feito já. Foi então que a realidade veio à tona e ela chorou, chorou e chorou. Quando as lágrimas se esgotaram, ela lembrou de um grande conselho que havia recebido e, por mais difícil que fosse tomar essa atitude, ela sabia que estava tomando a decisão certa. De certa forma, recompensas viriam, aliás, sempre vêm para boas pessoas.
Mas, enquanto a cicatriz ainda estava aberta, só lhe restava curtir a dor e esperar. Como dizia o grande Caio, "Trata-se de uma decepção diferente...não tenho ódio nem vontade de chorar. Em compensação também não tenho vontade de mais nada".

(Rafaela Bucci)

sábado, 24 de julho de 2010

A mesma garota

O som tocava baixo dentro do carro parado em que eles estavam. Enquanto ela olhava o nada, ele não desgrudava os olhos dela, simplesmente a olhava com um olhar de súplica, medo ou mesmo desespero. Toda vez em que ela tentava sair, ele a segurava com mais força, porque, só ele sabia o tamanho da dor que sentiria se ela saísse por aquela porta. Ele a amava acima de tudo e não poderia suportar viver dessa maneira.
Ela o olhou mais uma vez, seus olhos estavam cheios de lágrimas, porém, ela não conseguiu dizer sequer uma palavra. Ele tocou seu rosto, acariciou-o e o segurou em seus mãos olhando fixamente para ela.
- Eu te amo! - ele dizia. - Eu te amo e simplesmente não consigo viver sem você! Não consigo nem ao menos pensar em como seria a minha vida se isso acontecesse!
- Eu sei disso, mas...
Antes que ela pudesse concluir o seu pensamento, ele a puxou para junto de si e a beijou. Um beijo forte, que traduzia para seus lábios tudo aquilo que ele sentia. Então, ela pôde entender de forma mais clara o que ele queria lhe dizer.
- Eu sempre vou estar ao seu lado. De agora em diante não deixarei que nada lhe machuque. Antes de pensar que algo poderá lhe corroer por dentro, eu estarei lá por você; antes de se arrepender de qualquer atitude tomada, também estarei lá com você. Não tenha medo meu amor, eu estarei sempre aqui. E, mesmo que você não me queira mais, eu continuarei te amando na eternidade, mesmo após a morte, porque, você é e sempre foi a única mulher que amei e amarei em toda minha vida.
As lágrimas que teimavam em escorrer, desciam agora pelo rosto dela, uma atrás a outra. Novamente ela não conseguiu dizer nada, mas o abraçou muito forte, tão forte como se fosse o último abraço. E, entre lágrimas, sussurrou em seu ouvido:
-Eu te amo para todo o sempre e quero estar com você em um momento chamado sempre.

(Rafaela Bucci)

domingo, 18 de julho de 2010

Siga seu coração


Eu não sei bem dizer o porquê ou como certas coisas acontecem na nossa vida. Mas eu sei reconhecer bem a dor de alguns desses acontecimentos. Reconheço de longe a tortura que eles nos causam, a falta de ar, a dor no peito, o medo...

Alguns desses passam dias, semanas ou mesmo meses sem aparecer mas, em alguma época do ano, eles sempre tornam a aparecer para uma visita. E, às vezes, nem são convidados. Porém, bem vindos ou não, nós temos que aceitá-los em nossa vida por uma temporada.

Simplesmente não existem palavras para descrever alguns desses sentimentos e, sendo assim, o que devemos fazer quando eles vêm nos visitar?

Chorar? Espernear? Gritar? Rezar?

Não existe uma resposta e, certamente, não existirá nunca. Essa resposta só quem pode dar é o seu coração querido amigo, pois, ele sempre foi e sempre será o dono da nossa razão. Siga seu coração.

(Rafaela Bucci)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Só rezando

Quando paro pra analisar as coisas que acontecem ao meu redor, simplesmente fico chocada. Talvez estagnada seja a palavra certa. Se perguntarmos o porquê de tantos atos idiotas e chulos, a resposta será ainda mais ignorante e vazia.
Não existe um porquê, não existe um trauma... não existe nada. O que existe são pessoas ainda mais vazias que vivem procurando uma resposta em coisas precárias da vida, coisas sem sentido ou mesmo coisas vagabundas. Pessoas que não conseguem olhar para si próprios, pois, se o fizerem, conseguirão enxergar a podridão que há por dentro de si. Pessoas que por esses atos, só conseguem culpar às outras por qualquer acontecimento válido ou não.
Quando olho para esses seres e para essas atitudes, sinto raiva, decepção ou mesmo dó. E quando me pergunto o que poderia fazer para mudar essa realidade, penso que não existiria uma resposta. Simplesmente não existem atitudes para mudar qualquer um desses seres humanos. Porém, em uma coisa eu acredito fielmente, só "Aquele Cara lá de cima" é que poderia dar jeito nessa situação. Por isso, vamos rezar!

(Rafaela Bucci)

domingo, 4 de julho de 2010

O que ela mais desejava nesse momento era poder viver outra vida. Esquecer de vez seus fantasmas, nem que fosse por um mísero segundo e poder seguir em frente sem medo. Tudo o que ela queria era ser livre, poder viver em paz sem receio, mas, ela sabia que isso era impossível. Tão impossível quanto o ser humano viver sem ar, o animal marinho sem o oceano ou a noite sem o luar.
Ela só queria achar novamente a sua felicidade que há tempos não encontrava. E, parecia que não iria encontrá-la tão cedo. Uma lágrima escorreu de sua face e com uma dor enorme no peito ela pôde compreender o porquê e como fugir desses fantasmas. Ela teria como enfrentá-los ou faltaria coragem?
Entretanto, de uma coisa ela tinha certeza, a dor não cessaria de maneira alguma. Qualquer atitude que ela fosse ter iria acarretar consequências dolorosas e frustantes. Ela respirou fundo e foi em busca de cicatrizar a ferida que a vida havia lhe dado.

(Rafaela Bucci)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Especial Dia dos Namorados (atrasado)

Enquanto ele lia o jornal, como fazia toda manhã, ela olhava fixamente o vazio. Apenas pensando, relembrando, revivendo, questionando, ou mesmo, tentando entender certas coisas.
Quando ele reparou a sua ausência dentro do ambiente, perguntou:
- Você está bem Cecy?
Assustada, ela se virou e balançou a cabeça.
- Sim sim. Só estou pensando.
- Pensando em que? - ele perguntou.
- Pensando em como seria a minha vida se eu não tivesse conhecido você. Como seriam meus sorrisos, sem suas brincadeiras. Como seria meu olhar, sem você por perto. Como seriam meus abraços, sem o seu aconchego. Como seria minha respiração, sem seu cheiro por perto. Como seriam minhas batidas do coração, sem seus olhares. Como seria o meu beijo, sem os seus lábios moldados aos meus. Enfim, só pensando...
E antes que ela mesma pudesse terminar a frase, ele tacou o jornal para o chão e foi a seu encontro, puxou-a pra perto e deu-lhe um grande beijo, igual ao primeiro que eles tinham trocado. Em seguida, olhou bem profundamente dentro de seus olhos e, acariciando seu rosto, disse:
- Se você não existisse eu morreria. Não tem como duas almas gêmeas ficarem separadas. Eu te amo e, te amarei para todo o sempre!

(Rafaela Bucci)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Oi gente,
Eu sei que faz tempo que eu não posto nada, mas, é que a faculdade apertou mais uma vez. Principalmente agora no final do semestre. Assim que der eu volto com um texto meu, logo logo.
Sorry. =/
Beeijos

“Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém ocupar o lugar da minha canga. Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esses meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para guardar o lugar. Tá guardado. O da canga e de todo o resto.”

(Tati Bernardi)

domingo, 30 de maio de 2010

Tomei um banho bem demorado. Queria limpar tudo de sujo que estava em mim, se possível, até o que estava por dentro de mim. Sequei o cabelo, coloquei um pijama e deitei na cama. Olhei para o relógio, eram oito horas da noite, ainda me restavam três horas de sono até o Eric chegar da faculdade e me ligar ou aparecer em casa.

Tudo o que eu mais queria era descansar, não ver ninguém. Mas se depois de um mês sem vê-lo eu ainda negasse uma visita no dia da minha chegada, ele ficaria muito chateado e isso renderia assunto para o resto do dia, do mês ou do ano. E o que eu menos queria era uma discussão, ainda mais hoje.

Fechei os olhos, respirei bem fundo, lembrei de Medley e do elevador. Meu estômago embrulhou e eu bloqueei meus pensamentos. O sono chegou sem me dar tempo de pensar em mais nada, meus pensamentos agora vagavam em meio à escuridão, em meio à paz que eu tanto procurava e só encontrava aqui. Deixei-me levar e dormi profundamente.

(Rafaela Bucci)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sufoco

Acordei naquela manhã com o sol batendo em meu rosto. Parecia que ele estava mesmo disposto a me perturbar. Mais um dia, pensei. Nada de novo estava por vir, nada de especial, nada de nada. Somente mais um dia.

Levantei com o mesmo intuito de todas as manhãs, ou seria falta de intuito? Arrumei-me e fui pra faculdade, o que não me gastaria mais do que dez minutos para chegar e, como sempre, passei na cafeteria para pegar meu chocolate quente. O céu estava ensolarado até demais, havia pessoas de regatas e shorts, o que era estranho para uma cidade como Medley que dificilmente fazia calor.

Mas nem mesmo essa manhã linda, como todos estavam falando na sala, me fez animar. As mesmas cadeiras, as mesmas pessoas, os mesmos assuntos. Será que elas não se cansavam nunca dessa monotonia? Porque eu estava cansada! Mas não conseguia me mover diante das situações. Tudo o que eu conseguia sentir e pensar se resumia em uma única palavra: sufoco!

(Rafaela Bucci)

terça-feira, 18 de maio de 2010

O tempo parou pra ela naquele momento. Quando abriu sua caixa de e-mail e leu o recado que por tanto tempo esperava e sonhava, seu mundo desmoronou. A notícia que lhe aparecera não era sem sequer parecida com a esperada.

Uma corrente fria transpassou suas costas e, inconscientemente, ela começou a chorar. Um choro de tristeza, amargura, dor e decepção. Nada mais lhe importava e, depois de tudo, ela estava se permitido afundar nesse obscuro.

Todo seu esforço e dedicação tinham sido em vão. Não havia mais recompensa nenhuma e, quanto ao seu sonho... Bom, seu sonho foi afogado junto a tantas lágrimas que escorriam. O mais doloroso é que ela sabia que agora esse sonho estava longe novamente.

Por hora, ela não conseguiria se levantar para correr atrás dele, isso estava totalmente fora do seu alcance. Por um tempo indeterminado ela não iria procurá-lo e, somente após cicatrizar sua ferida, é que ela pensaria em por onde começar a procurá-lo novamente. Enquanto isso, era só ela.

(Rafaela Bucci)


domingo, 16 de maio de 2010

Não consigo entender...

Eles estavam sentados na sala de estar, apenas folheando algumas revistas quando ela fechou bruscamente a sua e disse:

- Juro que não consigo entender!

- Não consegue entender o que? – ele disse.

- Não sei... Nos meus sonhos era tão diferente. A gente amava sem se cobrar, chorava sem doer, se beijava por tempo indeterminado, dormia e acordava feliz, ria de todas as indiferenças, brincava sem receio, brigava de mentira, não enjoava nunca, comia sem culpa, corria sem obrigação...

- Eu sei meu bem, eu sei. Mas, olha, não desanime. Os sonhos têm seu tempo certo de nascerem para a realidade. Os seus estão apenas em fase de gestação, isso não significa que eles não nascerão. Ao contrário do que você pensa, eles vão nascer. É só questão de tempo.

Ela levantou os olhos para os dele e os fitou por alguns segundos, em seguida lançou-lhe um belo sorriso. Um sorriso cheio de significados, mas, acima de tudo, o significado de algo maior. Abriu novamente sua revista e, encontrou-se aliviada e feliz. Ela havia reencontrado o que havia perdido: sua companheira esperança!

(Rafaela Bucci)


terça-feira, 11 de maio de 2010

Em busca de um sonho

E quanto mais ela queria entender os acontecimentos em sua vida, mais ela se encontrava perdida. De tempos em tempos parava para pensar em que rumo sua história estava sendo traçada. Quando isso acontecia, enxurradas de pensamentos tomavam conta de si, entrelaçados a dúvidas, remorsos, esperanças e sonhos. Principalmente sonhos.

Diferente da maioria, ela acreditava que sonhos podiam se tornar real. Mesmo aqueles mais profundos. Ela já havia se deparado com um, aquele considerado o “número um”, mas, acabou se assustando por ele estar tão perto que acabou afastando-o para bem longe. E foi nesse momento que ela sentiu a frustração e a decepção de não ter sido mais receptiva.

Porém, de nada adiantaria lágrimas e, como uma mãe em busca de seu filho, ela foi atrás desse sonho perdido. Andou por becos escuros, florestas cheias de monstros, nadou em lados profundos e, quando achou não ter mais esperanças, lá estava ele. Acuado ou talvez com medo, quem sabe?

Olhando-o agora de perto, ela sabia que não tinha o porquê temer ou se assustar. De alguma forma, eles achariam uma maneira de se entenderem ou de se completarem. Porque, de uma coisa ela tinha certeza, ele precisava dela tanto quanto ela dele.

(Rafaela Bucci)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Oi gente,
Desculpem a demora para eu postar aqui no blog, mas a faculdade está me consumindo todo o tempo possível que tenho. Mas, assim que der, eu volto com um texto de minha autoria.
Uma boa semana para tdos!

Beeijos


" Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram (...) "

(Caio Fernando Abreu)



terça-feira, 27 de abril de 2010

Quando ela se deitou, uma enxurrada de pensamentos vieram à sua mente, principalmente aquele que dizia respeito a ele.

Como era bom estar ali, se sentir protegida, amada, liberta e ao mesmo tempo presa. Mas não era qualquer prisão, aquela era uma muito aconchegante, deliciosa e maravilhosa! Ela estava presa a uma só pessoa e isso era mais do que uma realização. Ela não precisava de mais nada, porque isso já bastava.

O seu conto de fadas já estava escrito e, nada nem ninguém, poderia mudar uma vírgula daquela história.

(Rafaela Bucci)

domingo, 25 de abril de 2010

"E o que é que ela vê nele? Nossos amigos se interrogam sobre nossas escolhas, e nós fazemos o mesmo em relação às escolhas deles. O que é, caramba, que aquele Fulano tem de especial? E qual será o encanto secreto da Beltrana?

Vou contar o que ela vê nele: ela vê tudo o que não conseguiu ver no próprio pai, ela vê uma serenidade rara e isso é mais importante do que o Porsche que ele não tem, ela vê que ele se emociona com pequenos gestos e se revolta com injustiças, ela vê uma pinta no ombro esquerdo que estranhamente ninguém repara, ela vê que ele faz tudo para que ela fique contente, ela vê que os olhos dele franzem na hora de ler um livro e mesmo assim o teimoso não procura um oftalmologista, ela vê que ele erra, mas quando acerta, acerta em cheio, que ele parece um lorde numa mesa de restaurante mas é desajeitado pra se vestir, ela vê que ele não dá a mínima para comportamentos padrões, ela vê que ele é um sonhador incorrigível, ela o vê chorando, ela o vê nu, ela o vê no que ele tem de invisível para todos os outros.


Agora vou contar o que ele vê nela: ele vê, sim, que o corpo dela não é nem de longe parecido com o da Daniella Cicarelli, mas vê que ela tem uma coxa roliça e uma boca que sorri mais para um lado do que para o outro, e vê que ela, do jeito que é, preenche todas as suas carências do passado, e vê que ela precisa dele e isso o faz sentir importante, e vê que ela até hoje não aprendeu a fazer um rabo-de-cavalo decente, mas faz um cafuné que deveria ser patenteado, e vê que ela boceja só de pensar na palavra bocejo e que faz parecer que é sempre primavera, de tanto que gosta de flores em casa, e ele vê que ela é tão insegura quanto ele e é humana como todos, vê que ela é livre e poderia estar com qualquer outra pessoa, mas é ao seu lado que está, e vê que ela se preocupa quando ele chega tarde e não se preocupa se ele não diz que a ama de 10 em 10 minutos, e por isso ele a ama mesmo que ninguém entenda."


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Elas estavam sentadas em frente à televisão, comendo pipoca e vendo o tal filme que elas sempre viam juntas milhões de vezes. Conversavam mais do que assistiam, choravam de rir, riam de tanto chorar...

Quando o silêncio reinava, elas não hesitavam em aceitá-lo. Sabiam que não precisavam estar sempre juntas fisicamente, porque ambas já estavam juntas!

No momento em que encontrar a amizade verdadeira, haja o que houver, não existirá mais separação. É como um "Feliz para Sempre"! É assim e, sempre será.

(Rafaela Bucci)

--*--

Eu escrevi esse texto pensando em todos os amigos que tenho!

Alguns estão longe de mim hoje, não os vejo com tanta frequência mais, porém, eu sei que estamos juntos mesmo estando longe.

Outros estão muito perto e, a presença deles me anima e me ajuda muito a continuar a caminhar.

Estejam longe ou perto, quero todos sempre na minha vida!


terça-feira, 20 de abril de 2010

AOS 18

Cecília estava sentada em sua cama, relendo os diários que havia escrito durante toda a sua vida. Amores, tristezas, encontros, desilusões, amizades, recordações... Por cada ano que passava, encontrava diversos momentos existentes. Alguns dos quais nem mesmo se lembrava, mas era maravilhoso relembrar, até mesmo as dores pelas quais ela achava que tinham sido as maiores da sua vida.

Porém, algo pareceu iluminar diante de seus olhos. Uma capa no tom bege muito desgastado se destacou dentre as pequenas agendas que se encontravam jogadas em cima de sua cama. Seu coração disparou, sentia o pulsar dentro de suas veias e as lágrimas chegaram às portas de seus olhos. Ela rapidamente agarrou o diário e ficou olhando para ele pensativa e emocionada.

Vários flashes de diversos momentos pelo qual ela havia passado lhe vieram à mente. Mas não eram quaisquer momentos, eram os melhores momentos de toda a sua vida! Era o seu diário de quando ela teve 18 anos. Aquilo era melhor do que qualquer história de livro que ela poderia escrever ou ler, porque naquilo ali estava a sua vida. O começo da sua história como pessoa, como menina, como mulher.

Cuidadosamente ela abriu a capa e encontrou na primeira página uma foto sua com os amigos da faculdade. “Turma XV – Direito – 2001”. Lá estavam pessoas que tinham ajudado a construir o seu caráter, algumas mais do que outras, mas de certa forma, todos tiveram sua importância. E, lá estava ela: os cabelos longos, onduladamente escuros e bem caídos pelos ombros. O corpo todo esculpido à forma que Deus mandou. Um sorriso enorme que destacava toda a sua alegria mostrava a inocência de não saber que não havia problemas naquela época. Ao seu lado duas pessoas extremamente especiais que, ao passar os olhos por eles, inconscientemente ela disparou a chorar. Um choro de dor e alegria. Um aperto que veio de dentro da alma e chegou a sufocá-la. Saudade.

Ao seu lado estavam os seus melhores amigos, aqueles que estiveram com ela em todos os momentos especiais que se tem na vida, principalmente aos 18 anos. A primeira faculdade, o primeiro trote, a república como moradia, a carteira de motorista, a primeira DP, as festas durante a semana, a saudade de casa, o primeiro porre, a primeira viagem sozinha, a primeira entrevista, as dinâmicas dos processos seletivos, a pipoca queimada, as tardes de vídeo game regadas à cerveja, o jogo do Brasil na Copa, o primeiro estágio, o TCC, a efetivação, a formatura...

Somente por aquela foto ela sabia exatamente o que havia dentro daquele diário. Todos os momentos estavam aflorados à sua pele e à sua memória. Não poderia haver melhor sensação. Lá estavam todas as suas descobertas, todos os seus medos, todas as suas derrotas, todas as suas superações, todos os seus amores. E foi então que ela o achou! O sorriso mais encantador e charmoso que poderia haver, os olhos brilhantes como esmeralda destacados pelo sol que batia em seu rosto, o cabelo loiro jogado de lado sem uma ordenação que seja. Seu coração parou. Foi como voltar àquele momento, o do primeiro amor.

Como um filme em “replay” ela enxergou cada momento vivido ao lado desse amor, desde o primeiro olhar até a despedida. A primeira conversa, os olhares, os toques, os beijos, a química perfeita que havia entre ambos. Como era maravilhoso! A fuga nos finais de semana para a praia, os estudos de química no sábado à noite... Ele havia sido o primeiro homem em sua vida, aquele que tinha ensinado ela dirigir antes mesmo de ter carta, que a usava como garota propaganda de todas as suas histórias, aquele que tinha chegado pra ficar, ou supostamente, deveria ter chegado para ficar. Mas não ficou.

Foi aos 18 anos que Cecília encontrou o significado mais do que real da amizade, que ela encontrou e se encantou com o primeiro amor, que ela errou e aprendeu, se decepcionou e superou, entendeu o significado dos seus pais em sua vida, o valor de uma moeda, a dor de uma despedida, a alegria de um encontro... Porém, acima de tudo, foi aos 18 que ela viveu intensamente. Esse diário não poderia levá-la fisicamente de volta no tempo, mas, poderia entregá-la magicamente toda uma vida que ela não escreveria diferente se tivesse oportunidade.

(Rafaela Bucci)

Texto escrito para o tema da 27ª Edição do Blogueando.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Por acaso você já construiu um sonho em cima de algo ou alguém e viu tudo desmoronar?

Você pode ter tido várias derrotas durante toda uma vida, mas, nenhuma delas nem nada vão justificar de fato o que você sente quando o seu mundo desmorona no momento em que você se sente mais segura.

Você começa a enxergar que aquilo que acreditava ser a sua realidade, o seu mundo, a sua vida... não é nada mais do que uma peça da qual você não faz parte. Uma peça da qual você é apenas mero espectador.

Aquela sensação de amargamento da alma, de coração espremido, de solidão, rejeição, espanto, medo...começam a fazer parte de você. Viram amigos que, por um bom tempo, terão de conviver ao seu lado e, só você sabe o tamanho do peso que é abrigar esses companheiros.

Virar de um lado pro outro na cama e não conseguir dormir passa a ser uma rotina.

A imagem daquela criatura que você idealizava tanto não consegue sair da sua mente. E, então, borboletas tentam renascer por míseros segundos. Porém, o casulo em que elas se encontram é muito forte e, por mais que elas queiram, não conseguirão sair de lá tão cedo.

O castelo caiu, o príncipe fugiu, o dragão engoliu tudo que você tinha... e, não adianta se questionar, o conto de fadas acabou.

(Rafaela Bucci)