terça-feira, 16 de novembro de 2010

Laços de amizades


"Simples assim, amizades não devem ser amarradas por nós, precisam ser sustentadas através de laços.

Mas laços são frágeis, podem se desfazer a qualquer momento com um simples toque ou um rápido movimento.

Ao mesmo tempo sabemos que existem laços muito bem dados, com capricho, com carinho e que se tornam tão seguros que mais parecem nós. Mas não se parecem com nós que apertam, que prendem, que são impossíveis de se desfazer.

Amizade é algo que precisa de liberdade e ao mesmo tempo de segurança e um laço bem dado

pode ser desfeito a qualquer momento, mas pode também durar uma vida toda, basta ser muito bem cuidado.

De qualquer forma não podemos esquecer que certos nós também podem ser defeitos, aliás rapidamente desfeitos, algumas pessoas são especialistas nisso.

Digo tudo isso pensando em amizades que mais se parecem com obrigação e que vão se sustentando amarradas por nós enquanto o tempo vai esvaziando-as.

Um amigo verdadeiro não nos suga, não tripudia em cima de nós, não vive a mercê apenas dos seus próprios interesses, não exige, não impede o nosso direito de ir e vir.

Mas algumas amizades arrastam-se por aí amarradas por um nó, dependentes e em nome de um passado que se bem analisado não foi assim tão verídico.

A vida passa e com o tempo conseguimos enxergar determinadas coisas que anteriormente não era possível. O ser humano tem mesmo a fraqueza de colocar vendas nos olhos quando se encanta com alguém.

Não que amigos não possam ter defeitos, mas seus defeitos não podem ser direcionados a nós com o intuito de nos contrariar e prejudicar.

Já dizia o velho ditado - o tempo mostra quem é quem e ninguém é capaz de se disfarçar a vida toda em alguém que não é.

Crie laços com as pessoas que te fazem bem, que lhe parecem verdadeiras e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida mas infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser.

Nó aperta, laço enfeita...simples assim."

(Silvana Duboc)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O que você faria?

O que você faria se Deus tivesse traçado outro plano para sua vida, e não seguido aquilo que você sempre imaginou?

O que você faria se Ele desse para você hoje, aquilo que justamente te sangra o coração?

O que você faria se a vida te desse uma rasteira e, Deus não fizesse nada para impedir?

O que você faria se o seu pior pesadelo tivesse acontecido e, Ele simplesmente tivesse de mãos atadas para, simplesmente, nada?

O que você faria se a pessoa que você mais ama e confia, tivesse traísse você?

O que você faria se você tivesse chamado por Deus e ele simplesmente não tivesse dado ouvidos?

O que você faria?

Quem é, de verdade, o verdadeiro culpado das nossas dores?

(Rafaela Bucci)


terça-feira, 17 de agosto de 2010

Quando era criança...

Quando era mais nova, tinha grandes sonhos. Sonhava alto, sem limites e acreditava em muitas coisas. Acreditava que as coisas viriam fáceis na vida, que as pessoas eram todas felizes, que todos eram amigos, que a noite durava apenas uma noite, que o amor não machucava, que amigo era aquele que me mostrava um sorriso, que um irmão era aquele que sempre estaria ali pra me ouvir, que meus pais seriam eternos...

Enfim, eu acreditava na vida!

Porém, quando cresci e me deparei com a realidade dura e fria, meus sonhos de menina foram jogados ao vento. Percebi, talvez da pior maneira, que nem tudo o que eu desejava viria fácil e, às vezes, era necessário lutar mais do que o necessário para alcançar um mísero sonho. Percebi que as pessoas estão tão preocupadas com seus pequenos problemas que se esquecem de sorrir e, muitas vezes desse modo, acabam destruindo um momento na vida de alguém. Percebi que nem todo mundo é amigo e, por mais que eu queira tentar entender, existem pessoas que simplesmente não agradamos e farão de tudo para nos prejudicar. Percebi que existem pessoas invejosas e, são essas as que mais irão sorrir para mim. Percebi que uma noite fria pode durar vários dias e, só quem vive isso, sabe a dificuldade que é de fazer Sol. Percebi que o amor, por mais belo que seja também machuca às vezes, mas, nos ensina muito. Percebi que amigo é aquele que não precisa me mostrar um sorriso, porque, o que ele me dá é algo muito maior. Percebi que um irmão nem sempre é tão meu amigo quanto desejaria, mas que para compensar isso, Deus coloca amigos que são verdadeiros irmãos na nossa vida. Percebi que meus pais – infelizmente - se vão um dia e não há nada que eu possa fazer para mudar isso...

Por mais difícil que seja acreditar em mudanças, ainda sonho alto e sem limites. Continuo com a mesma esperança de quando era criança e, ainda acredito que sonhos se tornam realidade. Talvez sejam os meus que ainda não estejam maduros para florescer. Mas, um dia eles irão. Eu tenho certeza.

(Rafaela Bucci)


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Despedida de um sonho


Depois de alguns dias pensando sobre o assunto, ela simplesmente se deu conta de qual atitude tomar. Não lhe seria fácil e, só de pensar sobre a situação, seu coração se enchia de mágoa e a frustração vinha acompanhada de lágrimas nos olhos. Ela tinha que tomar essa decisão, não havia outro modo. Ela teria que desistir, por ora, do seu grande sonho.
Por acaso existe frustração maior que a gente ter que desistir de um grande sonho? Quanto mais tentava entender, mais confusa ela ficava. E não adiantava adiar, isso precisava ser feito já. Foi então que a realidade veio à tona e ela chorou, chorou e chorou. Quando as lágrimas se esgotaram, ela lembrou de um grande conselho que havia recebido e, por mais difícil que fosse tomar essa atitude, ela sabia que estava tomando a decisão certa. De certa forma, recompensas viriam, aliás, sempre vêm para boas pessoas.
Mas, enquanto a cicatriz ainda estava aberta, só lhe restava curtir a dor e esperar. Como dizia o grande Caio, "Trata-se de uma decepção diferente...não tenho ódio nem vontade de chorar. Em compensação também não tenho vontade de mais nada".

(Rafaela Bucci)

sábado, 24 de julho de 2010

A mesma garota

O som tocava baixo dentro do carro parado em que eles estavam. Enquanto ela olhava o nada, ele não desgrudava os olhos dela, simplesmente a olhava com um olhar de súplica, medo ou mesmo desespero. Toda vez em que ela tentava sair, ele a segurava com mais força, porque, só ele sabia o tamanho da dor que sentiria se ela saísse por aquela porta. Ele a amava acima de tudo e não poderia suportar viver dessa maneira.
Ela o olhou mais uma vez, seus olhos estavam cheios de lágrimas, porém, ela não conseguiu dizer sequer uma palavra. Ele tocou seu rosto, acariciou-o e o segurou em seus mãos olhando fixamente para ela.
- Eu te amo! - ele dizia. - Eu te amo e simplesmente não consigo viver sem você! Não consigo nem ao menos pensar em como seria a minha vida se isso acontecesse!
- Eu sei disso, mas...
Antes que ela pudesse concluir o seu pensamento, ele a puxou para junto de si e a beijou. Um beijo forte, que traduzia para seus lábios tudo aquilo que ele sentia. Então, ela pôde entender de forma mais clara o que ele queria lhe dizer.
- Eu sempre vou estar ao seu lado. De agora em diante não deixarei que nada lhe machuque. Antes de pensar que algo poderá lhe corroer por dentro, eu estarei lá por você; antes de se arrepender de qualquer atitude tomada, também estarei lá com você. Não tenha medo meu amor, eu estarei sempre aqui. E, mesmo que você não me queira mais, eu continuarei te amando na eternidade, mesmo após a morte, porque, você é e sempre foi a única mulher que amei e amarei em toda minha vida.
As lágrimas que teimavam em escorrer, desciam agora pelo rosto dela, uma atrás a outra. Novamente ela não conseguiu dizer nada, mas o abraçou muito forte, tão forte como se fosse o último abraço. E, entre lágrimas, sussurrou em seu ouvido:
-Eu te amo para todo o sempre e quero estar com você em um momento chamado sempre.

(Rafaela Bucci)

domingo, 18 de julho de 2010

Siga seu coração


Eu não sei bem dizer o porquê ou como certas coisas acontecem na nossa vida. Mas eu sei reconhecer bem a dor de alguns desses acontecimentos. Reconheço de longe a tortura que eles nos causam, a falta de ar, a dor no peito, o medo...

Alguns desses passam dias, semanas ou mesmo meses sem aparecer mas, em alguma época do ano, eles sempre tornam a aparecer para uma visita. E, às vezes, nem são convidados. Porém, bem vindos ou não, nós temos que aceitá-los em nossa vida por uma temporada.

Simplesmente não existem palavras para descrever alguns desses sentimentos e, sendo assim, o que devemos fazer quando eles vêm nos visitar?

Chorar? Espernear? Gritar? Rezar?

Não existe uma resposta e, certamente, não existirá nunca. Essa resposta só quem pode dar é o seu coração querido amigo, pois, ele sempre foi e sempre será o dono da nossa razão. Siga seu coração.

(Rafaela Bucci)

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Só rezando

Quando paro pra analisar as coisas que acontecem ao meu redor, simplesmente fico chocada. Talvez estagnada seja a palavra certa. Se perguntarmos o porquê de tantos atos idiotas e chulos, a resposta será ainda mais ignorante e vazia.
Não existe um porquê, não existe um trauma... não existe nada. O que existe são pessoas ainda mais vazias que vivem procurando uma resposta em coisas precárias da vida, coisas sem sentido ou mesmo coisas vagabundas. Pessoas que não conseguem olhar para si próprios, pois, se o fizerem, conseguirão enxergar a podridão que há por dentro de si. Pessoas que por esses atos, só conseguem culpar às outras por qualquer acontecimento válido ou não.
Quando olho para esses seres e para essas atitudes, sinto raiva, decepção ou mesmo dó. E quando me pergunto o que poderia fazer para mudar essa realidade, penso que não existiria uma resposta. Simplesmente não existem atitudes para mudar qualquer um desses seres humanos. Porém, em uma coisa eu acredito fielmente, só "Aquele Cara lá de cima" é que poderia dar jeito nessa situação. Por isso, vamos rezar!

(Rafaela Bucci)

domingo, 4 de julho de 2010

O que ela mais desejava nesse momento era poder viver outra vida. Esquecer de vez seus fantasmas, nem que fosse por um mísero segundo e poder seguir em frente sem medo. Tudo o que ela queria era ser livre, poder viver em paz sem receio, mas, ela sabia que isso era impossível. Tão impossível quanto o ser humano viver sem ar, o animal marinho sem o oceano ou a noite sem o luar.
Ela só queria achar novamente a sua felicidade que há tempos não encontrava. E, parecia que não iria encontrá-la tão cedo. Uma lágrima escorreu de sua face e com uma dor enorme no peito ela pôde compreender o porquê e como fugir desses fantasmas. Ela teria como enfrentá-los ou faltaria coragem?
Entretanto, de uma coisa ela tinha certeza, a dor não cessaria de maneira alguma. Qualquer atitude que ela fosse ter iria acarretar consequências dolorosas e frustantes. Ela respirou fundo e foi em busca de cicatrizar a ferida que a vida havia lhe dado.

(Rafaela Bucci)

terça-feira, 22 de junho de 2010

Especial Dia dos Namorados (atrasado)

Enquanto ele lia o jornal, como fazia toda manhã, ela olhava fixamente o vazio. Apenas pensando, relembrando, revivendo, questionando, ou mesmo, tentando entender certas coisas.
Quando ele reparou a sua ausência dentro do ambiente, perguntou:
- Você está bem Cecy?
Assustada, ela se virou e balançou a cabeça.
- Sim sim. Só estou pensando.
- Pensando em que? - ele perguntou.
- Pensando em como seria a minha vida se eu não tivesse conhecido você. Como seriam meus sorrisos, sem suas brincadeiras. Como seria meu olhar, sem você por perto. Como seriam meus abraços, sem o seu aconchego. Como seria minha respiração, sem seu cheiro por perto. Como seriam minhas batidas do coração, sem seus olhares. Como seria o meu beijo, sem os seus lábios moldados aos meus. Enfim, só pensando...
E antes que ela mesma pudesse terminar a frase, ele tacou o jornal para o chão e foi a seu encontro, puxou-a pra perto e deu-lhe um grande beijo, igual ao primeiro que eles tinham trocado. Em seguida, olhou bem profundamente dentro de seus olhos e, acariciando seu rosto, disse:
- Se você não existisse eu morreria. Não tem como duas almas gêmeas ficarem separadas. Eu te amo e, te amarei para todo o sempre!

(Rafaela Bucci)

terça-feira, 8 de junho de 2010

Oi gente,
Eu sei que faz tempo que eu não posto nada, mas, é que a faculdade apertou mais uma vez. Principalmente agora no final do semestre. Assim que der eu volto com um texto meu, logo logo.
Sorry. =/
Beeijos

“Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém ocupar o lugar da minha canga. Tudo o que eu mais queria, por trás de todos esses meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de alguém que me pedisse para guardar o lugar. Tá guardado. O da canga e de todo o resto.”

(Tati Bernardi)

domingo, 30 de maio de 2010

Tomei um banho bem demorado. Queria limpar tudo de sujo que estava em mim, se possível, até o que estava por dentro de mim. Sequei o cabelo, coloquei um pijama e deitei na cama. Olhei para o relógio, eram oito horas da noite, ainda me restavam três horas de sono até o Eric chegar da faculdade e me ligar ou aparecer em casa.

Tudo o que eu mais queria era descansar, não ver ninguém. Mas se depois de um mês sem vê-lo eu ainda negasse uma visita no dia da minha chegada, ele ficaria muito chateado e isso renderia assunto para o resto do dia, do mês ou do ano. E o que eu menos queria era uma discussão, ainda mais hoje.

Fechei os olhos, respirei bem fundo, lembrei de Medley e do elevador. Meu estômago embrulhou e eu bloqueei meus pensamentos. O sono chegou sem me dar tempo de pensar em mais nada, meus pensamentos agora vagavam em meio à escuridão, em meio à paz que eu tanto procurava e só encontrava aqui. Deixei-me levar e dormi profundamente.

(Rafaela Bucci)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Sufoco

Acordei naquela manhã com o sol batendo em meu rosto. Parecia que ele estava mesmo disposto a me perturbar. Mais um dia, pensei. Nada de novo estava por vir, nada de especial, nada de nada. Somente mais um dia.

Levantei com o mesmo intuito de todas as manhãs, ou seria falta de intuito? Arrumei-me e fui pra faculdade, o que não me gastaria mais do que dez minutos para chegar e, como sempre, passei na cafeteria para pegar meu chocolate quente. O céu estava ensolarado até demais, havia pessoas de regatas e shorts, o que era estranho para uma cidade como Medley que dificilmente fazia calor.

Mas nem mesmo essa manhã linda, como todos estavam falando na sala, me fez animar. As mesmas cadeiras, as mesmas pessoas, os mesmos assuntos. Será que elas não se cansavam nunca dessa monotonia? Porque eu estava cansada! Mas não conseguia me mover diante das situações. Tudo o que eu conseguia sentir e pensar se resumia em uma única palavra: sufoco!

(Rafaela Bucci)