segunda-feira, 16 de maio de 2011


“Três minutos para a maior batalha da nossa vida profissional.

Tudo depende de hoje.

Ou nos curamos como equipe ou vamos nos desintegrar.

Estamos no inferno agora, cavalheiros. Acreditem em mim.

E podemos ficar aqui, e levar merda na cara, ou podemos lutar, e voltar à luz.

Podemos sair do inferno, mas eu não posso fazer isso por vocês.

Nos dois jogos, na vida ou no futebol,

A margem de erro é tão pequena,

Meio passo antes, ou depois, e você não consegue.

Meio segundo antes, ou depois, e você não agarra.

As polegadas de que precisamos estão ao nosso redor.

Estão em cada brecha do jogo, em cada minuto, em cada segundo.

Neste time, nós lutamos por esta polegada.

Neste time, nós nos dilaceramos, e a todos ao nosso redor, por essa polegada.

Nós agarramos com as unhas esta polegada.

Porque sabemos que, quando juntarmos todas as polegadas,

Isso fará toda a diferença entre vencer ou perder!

Entre viver ou morrer!

Eu garanto: em qualquer luta,

É o cara que está disposto a morrer quem as ganha.

E sei que, se eu ainda tiver alguma vida,

É porque ainda estou disposto a lutar e morrer por aquela polegada.

Porque isso é que é viver!

Não posso obrigá-los a nada.

Olhem para o cara ao seu lado, olhem nos olhos dele!

Você verá um cara que lutará por essas polegadas com você!

Você verá um cara que vai se sacrificar pelo seu time.

Porque ele sabe que, quando chegar a hora, você fará o mesmo por ele!

Isso é uma equipe, cavalheiros.

Ou nos curamos, agora, como uma equipe,

Ou morreremos como indivíduos.

Agora, o que vocês vão fazer?”

(Filme - Um Domingo Qualquer)

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Escreva a Sua História


"Escreva a sua história na areia da praia,
Para que as ondas a levem através dos 7 mares;
Ate tornar-se lenda na boca de estrelas cadentes.

Conte a sua história ao vento,
Cante aos mares para os muitos marujos;
Cujos olhos são faróis sujos e sem brilho.

Escreva no asfalto com sangue,
Grite bem alto a sua história antes que ela seja varrida na
Manha seguinte pelos garis.

Abra o peito em direção dos canhões,
Suba nos tanques de Pequim,
Derrube os muros de Berlim,
Destrua as cátedras de Paris.

Defenda a sua palavra,
A vida nao vale nada se você nao tem uma boa história pra contar."

(Pedro Bial)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Foi quando ela a achou. Uma fotografia que lhe levava de volta a um lugar que ela jamais poderia ter deixado para trás. Um lapso de memória lhe passou pela mente. Momentos vividos, memórias resgatadas do fundo da alma, medos, indecisões… tudo aquilo que ela mais teve medo, estava de volta.

Seu mundo era mesmo esse que ela se forçou a viver?

Era exatamente assim que ela havia imaginado sua vida?

Ela estava sendo ela mesma?

Por mais que não quisesse enxergar, as respostas vieram enfrentá-la. Sua vida havia mudado radicalmente desde aquela fotografia e, ela sabia que estava tomando o caminho errado. Seu mundo era muito diferente desse que ela se obrigou a viver e, agora, olhando a fotografia, ela pôde compreender quanto tempo foi deixado para trás. Não havia mais nada que ela tivesse que provar a si mesma, ela sabia qual atitude deveria tomar…

Mas de tudo ela não entendia apenas uma coisa: é possível alguém amar uma só vez na vida?

(Rafaela Bucci)


segunda-feira, 25 de abril de 2011

"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia."

(Martha Medeiros)


terça-feira, 19 de abril de 2011

"Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir."

(Ana Jácomo)




segunda-feira, 11 de abril de 2011


Ele é um super-homem quando a gente precisa e uma criancinha fofa quando a gente também precisa. Meu Deus, agora faço o maior dos esforços do ano: por que cacete deixei de gostar desse cara? Chocolatinhos, vinho, som ambiente, escurinhos. Ele pára o mundo todo, se ajoelha no sofá deixando as mãos no meu colo: “Você não sabe a saudade que eu senti todo esse tempo.” Seus olhos se enchem de lágrima, a música se torna instrumental matando qualquer outra palavra, a cidade não respira, o tempo não existe, a solidão é coisa de gente que mora muito longe dali, minha mente aquieta todos os monstros, as mulheres lindas nas capas das revistas são empilhadas descartavelmente e viram nada, a poluição vira oxigênio puro e cor-de-rosa, o outro homem que é dono sem merecer do meu corpo magoado explode no ar deixando apenas estrelas para iluminar meu recomeço, as dúvidas todas do que fazer pelos próximos mil anos se simplificam porque eu só desejo viver aquele momento, sim, sim, sim, eu quero zerar tudo de antes e de depois e amar esse homem agora, como antes, como nunca. Por que não? "

(Tati Bernardi)

domingo, 10 de abril de 2011


"Era uma vez o País das Fadas. Ninguém sabia direito onde ficava, e muita gente (a maioria) até duvidava que ficasse em algum lugar. Mesmo quem não duvidava (e eram poucos) também não tinha a menor idéia de como fazer para chegar lá. Mas, entre esses poucos, corria a certeza que, se quisesse mesmo chegar lá, você dava um jeito e acabava chegando. Só uma coisa era fundamental (e dificílima): acreditar."
(Caio F. Abreu)

quarta-feira, 6 de abril de 2011


"O amor é mais pleno quando as pessoas envolvidas não precisam do outro para se sentir realizadas. O amor transcorre mais serenamente entre aqueles que se sentem inteiros, desprendidos e então podem se entregar."

(Roberto Shinyashiki)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estranho reencontrar uma grande amizade, um grande amor ou mesmo, reviver momentos que, mais do que de repente, batem na nossa porta sem pedir permissão e entram deixando tudo bagunçado.

Hoje mais do que nunca o meu baú de recordações foi aberto e, mal sabia eu o quão profundo ele era. Quantas bagunças acumuladas ele guardava, quantos retratos velhos tirei, quanta coisa vivida, quantas pessoas esquecidas, quantas atitudes erradas…

E hoje, também mais do que nunca, uma recordação se destaca de todas as outras memórias. Ela bate, cutuca, acena e pula em cima das outras. Mas, quando olho fixamente para ela, meu peito se fecha e meu coração começa a sangrar.

Rapidamente fecho o baú, tranco-o e coloco a chave em um lugar em que nem mesmo eu consiga encontrar depois. Acho que ainda não estou preparada para encarar alguns fatos reais, ou talvez nunca esteja. O que me resta mesmo é seguir em frente. Deixar que o rio da vida siga seu caminho conforme tem de ser.

(Rafaela Bucci)



"Como se ela não tivesse suportado sentir o que sentira, desviou subitamente o rosto e olhou uma árvore. Seu coração não bateu no peito, o coração batia oco entre o estômago e os intestinos."

(Clarice Lispector)

sábado, 2 de abril de 2011


'São saudades de um mundo contente feito céu estrelado. Feito flor abraçada por borboleta. Feito café da tarde com bolinho de chuva. Onde a gente se sente tranquilo como se descansasse num cafuné. Onde, em vez de nos orgulharmos por carregar tanto peso, a gente se orgulha por ser capaz de viver com mais leveza.'

(Ana Jácomo)

quarta-feira, 30 de março de 2011

"Existem saudades que sabem rir. São as minhas preferidas. Algumas, nascem sabendo. Outras aprendem, depois de transformar o choro.
Como borboletas, voam pelos jardins da memória, abraçam as lembranças mais viçosas, e saboreiam o néctar, sempre disponível, das alegrias perenes."

(.Ana Jácomo.)