
As vezes as coisas que você mais quer, não acontecem. E as vezes as coisas que jamais esperaria acontecem..."
(Amor e Outras Drogas)


“Eu cansei”. Toda vez eu digo pra mim mesma essa frase corriqueira, mas, dessa vez é diferente. Cansei de me importar com coisas que simplesmente não me trazem nenhum bem; cansei de fazer tanto por pessoas que nem ao menos sabem o significado de um “Obrigado”; cansei de implorar por ajuda àqueles que, se quisessem, poderiam ter me dado uma mão; cansei de suplicar aos céus uma vida diferente, no qual a maioria das pessoas fossem melhores; cansei de conviver com aqueles que nem ao menos se lembram do que é uma companhia quando é necessária; cansei…cansei…cansei.
Cansei de tanta hipocrisia, tanta falsidade e tanta maldade! E enquanto as pessoas não souberem valorizar um relacionamento, seja este à distância ou não, eu só posso seguir caminhando sozinha. E se a estrada for longa demais, sempre haverá um novo caminho e novas pessoas para se conhecer. Porque afinal, a esperança é a última que morre.
(Rafaela Bucci)


“Não sei se estou perto ou longe demαis; se peguei o rumo certo ou єrrαdo; sei αpenαs que sigo em frente; vivendo diαs iguαis de formαs diferentes; jα nαo cαminho mαis sozinhα; levo comigo cαdα recordação; cαdα vivenciα; cαdα liçαo; e mєsmo que tudo não αnde dα formα que eu gostαriα; sαber que jα não sou α mesmα de ontem me fαz perceber quє vαleu α penα (!).”
(Autor Desconhecido)

... – todos riram, inclusive Eric. Quando ele riu, pude perceber quão bonito era seu sorriso, que proporcionava pequenas covinhas nas bochechas um tanto quanto rosadas agora e, como seus olhos pequenos se tornavam ainda menores e brilhantes à medida que ele sorria. Eu não podia negar, olhando-o de perto agora, eu conseguia entender o porquê ele fazia tanto sucesso com as meninas. Ele realmente era muito bonito....
(Rafaela Bucci)

"Pode acontecer a qualquer hora do dia, de qualquer dia. Numa sexta-feira às 17h20m de uma tarde nublada. Você decide que não quer mais fazer o que faz, que precisa trocar de profissão ou trocar de país mas lembra que pra isso precisa de uma grana que não tem, o sonho de repente fica distante mas a angústia segue brutal, e então a solução: o telefone. Você liga pra pessoa que mais conhece você, que melhor decifra suas neuroses, e não é sua mãe nem seu psiquiatra: é ele. Aquela pessoa a quem você chama intimamente de amor. Do outro lado da linha, o seu amor ouve pacientemente toda sua narrativa turbulenta e irracional, dá uma risada que não é de deboche e sim de quem já viu/ouviu essa cena duas mil vezes e diz: daqui a pouco eu tô aí e a gente conversa sobre isso. Daqui a pouco passa rápido e ele chega. Você não está mais pensando exatamente aquilo que estava pensando antes. Aquilo evoluiu para um diagnóstico emocional torturante: você não vai mais trocar de emprego nem de país, simplesmente porque descobriu que é uma pessoa instável, maluca e com fraquezas que se revelam no meio de uma tarde nublada, e que sendo assim é melhor ficar onde está. Mas chora. Não vai perder esta oportunidade. Seu amor lhe dá um abraço de urso, faz estalar sua terceira e quarta vértebras e fala que bom que você não vai embora, então que tal um cinema pra comemorar? Ao se olhar no espelho você se depara com uma mulher seis anos mais velha e 750ml de lágrimas mais inchada, mas antes que comece a chorar de novo, ele diz: tá linda. Vamos nessa. O filme termina e você quer conversar. Mais calma, conta pra ele como é difícil pra você manter suas escolhas, que às vezes você gostaria de experimentar sensações novas mas é complicado abrir mão do conhecido em favor do desconhecido e, olha, juro, dessa vez não é TPM. Então ele diz que também sente isso às vezes, dá um puta beijo nela e, olhando bem no seu olho, diz: é TPM, sim, mas não tem importância. Amor não é mais do que isso."
(Martha Medeiros)

"Eu gostaria de ir embora para uma cidade qualquer, bem longe daqui, onde ninguém me conhecesse, onde não me tratassem com consideração apenas por eu ser “o filho de fulano” ou “o neto de beltrano”. Onde eu pudesse experimentar por mim mesmo as minhas asas para descobrir, enfim, se elas são realmente fortes como imagino. E se não forem, mesmo que quebrassem ao primeiro vôo, mesmo que após um certo tempo eu voltasse derrotado, ferido, humilhado - mesmo assim restaria o consolo de ter descoberto que valho o que sou."
(Caio Fernando Abreu)
